Dossiê Indígena

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sFepile Tuxá
Casé e Ayra
felipe fabrício
jamille francisco 
"Nós, pertencentes a 305 povos, que falamos 274 línguas diferentes, somos a raiz mais
profunda da formação desse país. E ainda assim temos que lutar todos os dias pelo
direito de existir."
(Sônia Bone Guajajara – liderança indígena a frente da coordenadoria
executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil/APIB).

Há 518 anos os povos indígenas no Brasil lutam pelo direito de viver em suas terras! Não estavam previstos para chegar até aqui no longo e perverso processo de colonização e genocídio empreendidos pelos diferentes contextos políticos que atravessaram nossa formação. A colonialidade, que não acaba com o fim, meramente formal, da colonização, legou aos povos originários um profundo silenciamento de seus direitos e avançou, sem dó, sobre povos que ousaram viver mantendo a floresta de pé. As marcas do racismo que estruturam a sociedade brasileira congelou uma imagem mítica, distorcida e estereotipada sobre a diversidade indígena e hoje, todos esses povos, chegam juntos para fortalecer as lutas por justiça e democracia!

O Dossiê Indígena da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, vem como uma lança afiada trazendo ao público produções de diversos/as autores/as indígenas e não-indígenas que contribuem para compreensão das lutas do passado e do presente dos povos originários.

O texto que abre o Dossiê, trás uma relevante reflexão sobre o “ Dia do índio” e a construção histórica dessa data, através do olhar atendo do Doutorando em Antropologia pela UNB Felipe Tuxá. Em seguida o artigo de Casé Angatu (Carlos José Ferreira dos Santos) historiador e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Ayra Tupinambá (Vanessa Rodrigues dos Santos) geógrafa e professora da rede municipal de Ilhéus-BA, apresenta as lutas dos Tupinambá no território de Olivença, no sul da Bahia, fazendo um panorama sobre os mais de 500 anos de suas lutas e (re)existências em território baiano.

Felipe Milanez, professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), trás reflexões acerca de quem/quais são as principais ameaças hoje contra a vida dos povos indígenas no Brasil, partindo de uma perspectiva decolonial, o texto propõem uma análise sobre a lógica racista e genocida que atinge estes povos. O também professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) Fabrício Lyrio Santos, volta aos processos de colonização no território baiano, no século XVIII, para apresentar as estratégias de resistências e adaptações empreendidas pelos indígenas ao julgo lusitano. Jamille Macêdo Oliveira Santos, historiadora e doutoranda pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), analisa os limites impostos pelos Tupinambá ao processo de colonização e cristianização nas primeiras décadas de presença portuguesa no século XVI nas terras sulbaianas. Francisco Alfredo Morais Guimarães (Docente da UNEB), nos propõem reflexões para o ensino de História Indígena através de análises sobre o discurso imagético construído sobre esses povos que devem ser desconstruídos em sala de aula.
Boa leitura!

Demarcação já!


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