Olhares sobre a Liberdade

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Olhares sobre a liberdade


“Liberdade é uma palavra 

que o sonho humano alimenta,

que não há ninguém que explique 

nem ninguém que não entenda.

Cecília Meirelles em Romanceiro da Inconfidência.

 

 

Ao longo do mês em que comemoramos o Dois de Julho, a Fundação Pedro Calmon desenvolveu em dez bibliotecas de dez bairros periféricos de Salvador dez oficinas de leitura e escrita criativa, cada uma delas com quinze horas de duração. Uma ação em parceria com a Rede de Bibliotecas Comunitárias de Salvador.

Ao todo foram quatro oficinas de poesia, quatro de escrita e duas de vídeo, todas destinadas a estudantes do ensino fundamental II e ensino médio.

Os trabalhos que aqui expomos são resultado destas oficinas ministradas por Alex Simões, Anderson Shon, Bianca Beatriz Menezes Lima, Luciany Aparecida Alves, Raiane Vasconcelos e Saulo Dourado. 

A luta pela independência do Brasil travada entre 1822 e 1823 na Bahia nos obriga a refletir sobre os valores que motivam as lutas em nome da liberdade, da democracia e por uma sociedade mais justa para todos os brasileiros. Questões que, lamentavelmente, continuam nossas contemporâneas.

As bibliotecas comunitárias de Salvador, que aqui são nossas parceiras, são peças chave para o sucesso de iniciativas que buscam tornar a leitura e a escrita atividades prazerosas em áreas de alta vulnerabilidade social, carentes de inúmeros equipamentos e serviços públicos. Estas bibliotecas têm a capacidade de aproximar-se destas famílias, mais que qualquer outra. Em seu mais amplo espectro etário, diga-se de passagem.

O desenvolvimento da competência leitora objetivada por estas oficinas, busca não apenas estimular o hábito da leitura, mas fazê-lo por meio da habilidade de interpretar, verbalizar oralmente e por escrito. Somente assim poderemos superar o nosso gigantesco analfabetismo funcional que, em grande medida, tem limitado o projeto de uma nação onde todos vivam com igualdade, dignidade e acesso a suas riquezas.

Além dos textos e vídeos, o que esperamos também ser capazes de mostrar nesta exposição é a emoção que a realização desta iniciativa trouxe a todos nela envolvidos: agentes de bibliotecas, oficineiros, mediadores, jovens participantes e, claro, funcionários da Fundação Pedro Calmon.

 

 

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