Vida e obra de Pedro Calmon

O escritor, advogado, professor, historiador e político Pedro Calmon Moniz Bittencourt nasceu em Amargosa, no Vale do Jequiriçá baiano, a 23 de dezembro de 1902. Em 1936, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Integrou também a Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, a Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Portuguesa de História, o Conselho Federal de Cultura e o Conselho Editorial da Biblioteca do Exército, entre outras importantes instituições culturais.
Com apenas 23 anos, desempenhou a função de conservador do Museu Histórico Nacional, no qual realizou importante reforma administrativa. Em 1926, começou uma longa carreira de orador e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, chegando à sua presidência em 1968. No âmbito da política, foi Deputado Estadual pela Bahia (1927-1930), Deputado Federal (1935) e Ministro da Educação (1950- 1951). Como educador, exerceu a livre docência de Direito Público Constitucional, na Faculdade Nacional de Direito, instituição em que também exerceu a função de diretor, entre 1938 e 1948. Ocupou o cargo de Magnífico Reitor da Universidade do Brasil por dois períodos, de 1948 a 1950 e de 1951 a 1966. Também foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da Universidade do Distrito Federal, Universidade Santa Úrsula e do Colégio Pedro II.
Entre os diversos títulos que recebeu ao longo da sua trajetória, destaca-se: Professor Emérito da UFRJ, Doutor Honoris Causa das Universidades de Coimbra, Quito, Nova Iorque, San Marcos e da Universidade Nacional do México, além de Professor Honorário da Universidade da Bahia. Colaborou intensamente na imprensa brasileira e publicou muitas obras, dos mais variados gêneros (ensaio, ficção e biografia), abrangendo assuntos como direito, história e literatura, entre as quais merecem destaque: Pedras d’Armas (1923), Anchieta, O santo do Brasil (1923), O tesouro de Belchior (1929), O marquês de Abrantes (1933),O rei cavaleiro (1933),O rei filósofo (1938), História da Bahia (1927), Vida amorosa de Castro Alves (1935), O crime de Antônio Vieira (1931), História do Brasil (1939-1955), História Social do Brasil (1935- 1939), Direito de propriedade (1926) e Teoria geral do Estado (1931).
Menos de um ano após a morte de Pedro Calmon, em 16 de junho de 1985, foi criada, na Bahia, a instituição que leva o nome do ilustre baiano. A Fundação Pedro Calmon, instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia foi fundada em 29 de abril de 1986, com a missão de preservar a memória do Estado e administrar os importantes espaços de disseminação do conhecimento e manutenção da memória, que são as bibliotecas públicas estaduais, o Arquivo Público do Estado da Bahia e o Centro de Memória da Bahia.
Nessa comemoração de 27 anos de atuação a serviço da cultura baiana, a Fundação torna pública a trajetória do seu patrono, por meio da exposição “Pedro Calmon: vida e obra”, utilizando os inovadores recursos tecnológicos da Biblioteca Virtual 2 de Julho, especializada na história da Bahia. Com esta exposição, a Fundação reafirma o seu compromisso em manter viva a memória de ilustres baianos que contribuíram para o fortalecimento da cultura brasileira.