Cartas Régias e a Cidade de Salvador 1648 a 1821


A Exposição Cartas Régias e a Cidade do Salvador 1648 a 1821 integra a programação da 3ª Semana Nacional de Arquivos promovida, pelo Arquivo Nacional e pela Fundação Casa de Rui Barbosa.
O Arquivo Público do Estado da Bahia - APEB, unidade da Fundação Pedro Calmon - FPC, custodia o patrimônio documental da memória do executivo estadual e, naturalmente, o universo de documentos representados pelas Cartas Régias de aproximadamente, 67.848 (sessenta e sete mil oitocentos e quarenta e oito) páginas classificadas em 121 volumes. São Cartas produzidas ao longo do período colonial. Provinham diretamente da coroa portuguesa e, emanavam da vontade e da vaidade de autoridades da Monarquia Absolutista portuguesa – rei, rainha e seus representantes. As Cartas eram instrumentos legais que determinavam normas de conduta e o controle da vida e do cotidiano nas “terras do Brasil”, da Bahia e da cidade do Salvador, enquanto colônia de Portugal. Tamanha a importância do Conjunto Documental Cartas Régias 1648 a 1821, que foi nominado Memória do Mundo pelo Edital MOWBrasil ano 2013.
Em meio à infinidade de Cartas Régias que registraram, aproximadamente, três séculos da memória do Brasil colonial e que permanecem sob a custódia do APEB/FPC, foram selecionadas dez para esta exposição. Tratam especificamente, sobre situações que dizem respeito à cidade do Salvador. É possível que a leitura das mesmas permita visualizar um cenário do significado de “ser Colônia” onde prevalece o domínio e a exploração do país colonizador que determina como deve se comportar a sociedade colonial nas esferas – política, administrativa, econômica e cultural. Assim agiu Portugal em relação ao Brasil, como um dos impérios coloniais da Europa Ocidental, dos séculos XVII e XVIII, principalmente.